Segundo FGV a Desigualdade de renda no Brasil está com o maior patamar registrado (foto: internet)
Segundo FGV a Desigualdade de renda no Brasil está com o maior patamar registrado (foto: internet)

 A Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizou uma pesquisa que fala sobre a desigualdade de rendas entre os brasileiros, nesse momento a mesma acabou por atingir o maior patamar que já foi registrado até esse instante. Esse índice acaba medindo a desigualdade de renda no geral, sendo que a mesma acabou subindo de forma consecutiva, a pesquisa foi realizada contando a partir do ano de 2015.

Nessa pesquisa o indicador que foi estudado foi o índice de Gini, que é capaz de monitorar por completo a desigualdade de renda levando em conta uma escala de 0 a 1, quanto mais próximo de 1 maior é a desigualdade, em março deste ano o Brasil acabou ficando em 0,6257.

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Segundo FGV a Desigualdade de renda no Brasil está com o maior patamar registrado (foto: internet)
Segundo FGV a Desigualdade de renda no Brasil está com o maior patamar registrado (foto: internet)

Pobres mais pobres e ricos mais ricos

 Claramente a pesquisa também acabou demonstrando que as pessoas que ganham menos acabaram por sentir os efeitos da crise com maior impacto do que as pessoas que possuem maior renda. Já os pobres acabaram por demorar ainda mais para conseguir se recuperar efetivamente da crise, levando em conta a comparação com os mais ricos.

Os números reveladores são retirados da variação da renda média que fica acumulada pelos 10% mais ricos e entre os 40% mais pobres desta forma os seguintes dados surgiram:

Antes de o Brasil entrar em crise as pessoas mais ricas acabaram tendo um aumento de 5% de sua renda média acumulada, já os mais pobres 10%;

Logo após a crise, as pessoas mais ricas acabaram tendo um aumento de 3,3% de sua renda acumulada, já os mais pobres conseguiram ficar com uma queda de 20%;

No período de 7 anos a renda dos ricos aumentou 8,5% já a dos mais pobres acabou caindo 14%;

O economista da FGV Daniel Duque acabou por explicar um pouco mais do porque o pobre sentiu um impacto ainda maior com a crise econômica, segundo o mesmo os pobres sofrem mais porque sentem através da dinâmica do mercado de trabalho.

Há menos empresas contratando e muitas pessoas procurando trabalho, isso acaba reforçando ainda mais a posição social de cada um!